Thalita David/Equipe Inovajor
O 13o Festival Internacional do Circo, que ocorreu entre os dias 2 de julho, quinta-feira, até domingo, dia 5, em Taquaruçu, teve como tema central a “acessibilidade e inclusão”.
Na sexta-feira, dia 3, o espetáculo percorreu as ruas de Taquaruçu, num cortejo divertido e colorido, que saiu da sede do Circo para a praça Tarcísio Machado, o tema da acessibilidade serviu para destacar as falhas existentes no projeto de acessibilidade.
As calçadas irregulares e danificadas pelas raízes das árvores, a falta de rampas e piso tátil, foram obstáculos que impediram a ampla participação das pessoas com deficiência no evento.
Acompanhe a entrevista por Pollyanna Ferreira, aluna do Curso de Jornalismo UFT
O superintendente de Acessibilidade e Mobilidade Urbana de Palmas, Dianelson Sopran da Silva, cadeirante, destacou a importância do Festival do Circo no momento em que direcionou a atenção para a acessibilidade.
“É um momento muito importante, vou batalhar para que no ano que vem, tenhamos um piso tátil para que pessoas cegas possam se sentir melhor no ir e vir”, enfatizou Dianelson.
Karollynne Rodrigues, presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que teve parte da perna amputada, disse que “o evento destaca a acessibilidade cultural, uma política pública que garante a participação de todos e todas”.
Barreiras Atitudinais e Culturais
A maioria das cidades brasileiras, segundo dados do IBGE, não possui rampa adequada para cadeirante, e quando há piso é geralmente interrompido ou mal posicionado.
O levantamento registrou 157 municípios onde não há sequer uma única rampa de acessibilidade identificada nas ruas.
As barreiras atitudinais e culturais que ocorrem com frequência são um desrespeito às leis, as mais comuns são: Estacionar em vagas reservadas para PcD ou parar veículos em cima de calçadas e rebaixamentos de rampa, que ainda são infrações corriqueiras.
Os transportes públicos também são outros obstáculos na vida da PcD, muitos ônibus possuem elevadores quebrados ou plataformas inacessíveis. Estações de ônibus, trem e metrô frequentemente apresentam falhas nos elevadores ou ausência de sinalização sonora.
Os locais mais afastados dos grandes centros urbanos, a exemplo de bairros periféricos na região de Palmas e Taquaruçu, costumam sofrer com a falta de paradas de ônibus estruturadas.
Plano de Mobilidade Urbana estruturado
Palmas tem assegurado em lei o Plano de Mobilidade Urbana, o PlanMob Palmas, regulamentado pelo Decreto Municipal nº 2.618, que formalizou as diretrizes estratégicas para o transporte, circulação e acessibilidade da cidade que inclui:
Corredores de Ônibus: Financiamentos federais do Novo PAC foram destinados à construção de mais de 12 km de corredores exclusivos de transporte coletivo para agilizar o trânsito da capital.
Reforma de paradas: Estão previstos investimentos na substituição, adequação e realocação de abrigos de passageiros nos pontos de ônibus, visando corrigir problemas de infraestrutura que dificultam o embarque.
Malha Cicloviária: Expansão e interligação de ciclovias integradas ao transporte público nas regiões norte e sul de Palmas.
Saiba mais:
Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), da Política Nacional de Mobilidade Urbana e do próprio Plano Diretor Participativo do Município (Lei Complementar nº 400/2018).





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