MARCO DE AUTONOMIA REGIONAL AVANÇA DESAFIANDO AS ESTRUTURAS
Equipe do CalangoPress
A consolidação do curso de Bacharelado em Jornalismo foi instituído pela Resolução/UNITINS nº 001/96, de 4 de novembro de 1996.
Sediado no Câmpus de Palmas, o curso de Jornalismo iniciou suas atividades na Unitins no mesmo ano, constituindo a primeira formação de nível superior em jornalismo da região.
A criação da graduação atendeu à crescente demanda dos meios de comunicação regionais e das assessorias de imprensa que acompanhavam a instalação da máquina pública estadual e do mercado privado na nova capital.
Federalização e Criação da UFT (2000–2003)
Ao final da década de 1990, a Unitins enfrentou severas crises financeiras e operacionais. Projetos de reestruturação que propunham cobrança de mensalidades geraram forte reação estudantil, simbolizada pelo movimento SOS Unitins.
Diante do impasse, o Governo do Estado e a bancada federal negociaram com o Governo Federal a absorção da estrutura estadual para a rede pública federal, o que culminou com a transferência da maior parte dos câmpus, docentes, servidores e estudantes de graduação da Unitins para a UFT.
A partir de então, o curso de Jornalismo da Unitins foi integrado à nova universidade federal, tornando-se o curso de Jornalismo da UFT.
O primeiro reitor da Universidade Federal do Tocantins, Alan Barbiero, recorda os grandes desafios que a universidade enfrentou para se tornar o que é hoje.
“Eu ingressei na UFT em 2003 no primeiro concurso, já integrava o quadro de professores da Unitins, naquela época nós não tínhamos nenhum curso aprovado pelo Conselho de Educação”.
Barbiero reconhece o grande esforço empreendido para pôr a UFT em funcionamento. “A Universidade existia mas faltava tudo, nós fizemos todos os processos de instalação da universidade”.




























O trabalho de construção da UFT corre paralelo com a consolidação do curso de jornalismo, impulsionado pelo desejo de autonomia regional de formação profissional na Amazônia Legal.
Este processo foi acompanhado pelo jornalista Francisco Daher, que foi convidado a dirigir a gestão da comunicação institucional da UFT, logo no início da gestão de Barbiero.
Daher pontuou que uma decisão importante da gestão “foi dar continuidade a atuação da Universidade Federal do Tocantins (UFT) no Programa Fome Zero, uma proposta que foi entregue no dia 19 de maio, pelo reitor Alan Barbiero ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias”.
De acordo com a proposta, desenvolvida pela Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários, a UFT faria o acompanhamento dos trabalhos dos comitês gestores em 37 municípios do Estado que estariam enfrentando dificuldades em levar o programa adiante.
Em setembro de 2003, a instituição participou efetivamente do Fome Zero – capacitando quase 200 Agentes de Segurança Alimentar -, tornando-se a primeira universidade do País a se integrar neste programa.
Nestas áreas, os investimentos do governo federal em Palmas atingiram algo em torno de R$1,15 milhões que, somando-se aos repasses mensais de R$300 mil, tinham o objetivo de beneficiar mais de 25 mil pessoas.
Dados oficiais do portal UFT em Números, apontam que a Universidade Federal do Tocantins já formou 36.559, desde os diplomados pela instituição no ano de 2000, abrangendo o período de transição histórica e a consolidação da universidade federal.
De acordo com o Projeto Pedagógico do Curso de Jornalismo (PPC) da Universidade Federal do Tocantins, há registro oficial de 434 bacharéis em Jornalismo formados a partir da federalização em 2003.
Contabilizando os alunos formados nas turmas mais recentes e o histórico acumulado desde a época da Unitins (1996), estima-se que o curso já tenha diplomado mais de 500 jornalistas que atuam no mercado local, regional e nacional.












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