Debate sobre política pública, representatividade e comunicações inclusivas foram amplamente discutidos 

Por Amélia Vitória

A luta para que os estudantes PcD das universidades consigam ter melhores condições de ensino, pesquisa e extensão, tripé da universidade pública no Brasil, foi o direcionamento da live do dia 21 de setembro, consagrado como Dia da Luta das Pessoas com Deficiência, no canal  do youtube do “Inovajor” .

O tema “A Luta PcD avança Firme e Forte”. contou com a mediação da mãe Atípica, Elizabeth Oliveira, professora de Educação Básica e estudante do curso de jornalismo da UFT e contou com a participação dos estudantes do 2o período do curso de jornalismo da Universidade Federal do Tocantins

As palestras foram traduzidas simultaneamente pelos intérpretes de Libras, Heloisa Cunha e Anderson Carvalho e contou com a participação de especialistas na área da acessibilidade.

Participaram Tiago Bezerra, representante da Comunicação Surda da Hand Talk/Sorenson, e docente do Instituto Singularidade da PUC-SP; Luan Crispim estudante de Letras Libras da UFT e fundador da Acessarte, empresa dedicada a acessibilidade e inclusão e Paulo César Guimarães também licenciado em Letras Libras e Educação Bilíngue de Surdos.

Políticas Públicas

As políticas públicas voltadas ao tema central da inclusão e da acessibilidade, foram apresentadas pela diretora de Educação Inclusiva da SEDUC, Nádia Flausino; pela professora Fabiana Scoleso, superintendente de Ações Afirmativas-Inclusão-Diversidade e diretora das políticas institucionais de acolhimento e permanência acadêmica da UFT.

A live teve início com mediadora Elizabeth Oliveira, exemplificando a importância de um ambiente acessível, Elizabeth compartilhou a experiência vivenciada no  evento Rock in Rio.

“O Rock in Rio ofereceu uma proposta sensorial maravilhosa, para as pessoas surdas, com intérpretes, para as pessoas cegas foram oferecidos rádios de audiodescrição, além das rampas e plataformas de acesso para cadeirantes e uma sala de regulação para os autistas, um evento excelente em acessibilidade realizado no Brasil”.

A Professora do curso de Relações Internacionais e superintendente de Ações Afirmativas-Inclusão-Diversidade da Universidade Federal do Tocantins, Fabiana Scoleso, mencionou a importância de incluir as pessoas com deficiência nos espaços de decisão e construção de políticas. 

Durante a live, ressaltou que: “Nenhuma política, nenhuma rampa, nenhuma ementa de curso e nenhuma decisão institucional pode ser tomada sem a participação ativa, o protagonismo e a escuta real da pessoa com deficiência”.

A Diretora de Educação Inclusiva da SEDUC, mestre em Educação, Nádia Flausino, falou sobre a importância da implantação do Plano Nacional de Educação (PNE). Também disse que idealizou o Plano de Ensino Individualizado (PEI) no Estado do Tocantins, “hoje um documento enxuto, fácil de ser implementado”.

Luan Crispim, na linguagem de libras, disse que “para ele além das libras tem que haver acessibilidade na música, no teatro, que são essenciais”, explicou, ” A Acessart, tem por objetivo difundir a arte para todas as pessoas e para isso conto com o Paulo César, um grande artista tocantinense”.

Em síntese, a live demonstrou que a acessibilidade deve fazer parte de todo e qualquer processo de comunicação. Recursos como legendas, audiodescrição, Libras e uma linguagem adequada podem ampliar o acesso à informação e garantir que diferentes públicos consigam acompanhar os conteúdos produzidos pelos meios de comunicação. 

Acompanhe a Live: https://www.youtube.com/watch?v=jvhawaTDcnw&t=2298s

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Um Projeto de Pesquisa e Extensão idealizado para as atIvidades práticas de reportagem, produzido com a participação dos acadêmicos do curso de jornalismo da UFT.

Vinculado ao Núcleo de Jornalismo (NUJOR), o Calangopress funciona como laboratório para as atividades práticas do estágio, supervisionado pela Prof. Dra. Maria de Fátima de Albuquerque Caracristi.