Moradores participam levando o lixo reciclável e com a Esperança podem comprar alimentos, vestuários e serviços de saúde
Por Danyelle Claro.
A Associação Cristã Comitiva Esperança, uma ONG voltada para os moradores da Capadócia, em Palmas, criou a moeda social, como solução autossustentável para se manter ativa.
A moeda pode ser trocada por cestas básicas, consultas médicas, roupas do bazar, entre outras coisas. A moeda Esperança pode ser adquirida através de participação nos encontros da Comitiva, que acontecem todos os sábados, e na troca do lixo reciclável.

Foto Danyelle Claro: Lixo levado para reciclagem
Trajetória da Comitiva
A Comitiva Esperança criou a moeda para incentivar a participação atuante dos moradores e manter o funcionamento da Associação. “É uma forma de dar o prestígio e o protagonismo para que eles se sintam valorizados com o trabalho que estão desenvolvendo dentro do projeto”, diz Eric Negreiros, voluntário da Comitiva.
A presidente da Associação, Joana Negreiros, explica como funciona a moeda e em que ela pode ser trocada: “a gente vende esse lixo reciclado e transforma isso em cesta básica”, disse.
“Com essa moeda, que eles adquirem na troca, compram itens da cesta básica – alimentos e materiais de limpeza -, geralmente em um mercadinho aqui e, também, compram no bazar, realizado uma vez ao mês”.
Trajetória da Comitiva
A Associação começou a funcionar em 2015, com cinco amigos e cerca de 15 crianças e dez mães, que se reuniam em um barracão, na casa de uma delas, para contar histórias e compartilhar lanches.
Danyelle Claro: Reunião de mães na Capadócia
Acompanhe o vídeo com o trabalho da Comitiva Esperança
Alguns meses depois, a comitiva mudou para uma área verde, onde ficou por mais dois anos até poder comprar dois lotes, que com o passar do tempo ficou muito pequeno para acomodar todos os participantes e voluntários.
Hoje, oito anos depois, com cerca de 25 voluntários ativos que atendem por volta de 250 pessoas todos os fins de semana, a Comitiva possui uma sede doada de 60 mil metros quadrados onde realizam os encontros semanais.
A Capadócia
Localizada no Jardim Taquari, um dos bairros com maior vulnerabilidade de Palmas, caracterizado pela precariedade dos moradores e pela falta de infra-estrutura, como serviços de coleta de lixo, obteve melhora significativa desde a implantação da moeda Esperança.
“As pessoas catam os recicláveis da comunidade. Esses objetos, que antes eram jogados em qualquer lugar, são recolhidos e trazidos para cá”, disse Beatriz Regina, voluntária do projeto.
O trabalho da Comitiva Esperança é muito importante para o desenvolvimento da região e também da sociedade como um todo, “o que se busca é o exercício da cidadania. É mostrar que todos somos iguais e que uns podem ajudar os outros”.
Segundo Beatriz, não existe diferença entre as pessoas que moram lá, há apenas algumas pessoas com mais conhecimentos, e esses que têm um pouquinho mais de conhecimento e informação que outras “estão transmitindo para outros, principalmente para as crianças”, finaliza.

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