Morte trágica inspira grupo de mães de criança PcDs a buscar uma lei que as ampare

Invisibilidade de Atípicas põe em risco qualidade de vida das pessoas com deficiência

Elizabeth Bezerra de Oliveira é uma mãe atípica: “Poderia ser uma de nós”

Junior Aires publicado em 19/10/2021, Calangoprees, UFT, Palmas

Abalada pela morte de Ilza Maria e do filho paraplégico, Breno dos Reis Gomes, de 19 anos, noticiada pelo jornal Estado de Minas, no dia 13 deste mês em Uberlândia, Minas Gerais, Elizabeth Bezerra de Oliveira, que também é mãe de uma criança cadeirante, disse que “este dia deveria ser um marco para a criação de uma lei que nos tire da invisibilidade, que ajude as mães solo, como eu e muitas no Brasil”.

Ilza Maria Assunção sofreu um ataque cardíaco e o Breno morreu porque só vieram a dar conta deles cinco dias depois da morte, como era cadeirante acabou por falecer, provavelmente por sede, fome e pela falta de medicamentos.

Este fato ilustra aquilo que as mães atípicas, nome como se chamam, as mães e cuidadoras de pessoas com deficiência física, sentem, “o medo de morrer e deixar o filho sem assistência”, explica Dani Monticelli, advogada especializada em Direito Médico, e idealizadora do grupo de whastsApp Toca das Leoas e do instagram @dani.monticelli.

Dani se tornou ativista depois que o sobrinho de 7 anos foi diagnosticado com autismo, reconhece a necessidade de apoio e de atenção que as mães de crianças e jovens PcDs necessitam receber devido a sobrecarga de trabalho.

Mãe Atípica é aquela que tem um filho ou filha PcD, que são portadores de doenças que os impossibilitam de responder pelas próprias vidas. As pessoas com deficiência física precisam da ajuda de outras pessoas para sentar, comer e até para respirar.

“Eu e muitas mães de crianças cadeirantes nos sentimos como Ilza, sozinhas e invisibilizadas, era importante nos unirmos para termos apoio, se não estivermos bem, fica difícil cuidar dos nossos filhos”.

Professora de história da rede estadual e municipal de Palmas, Elizabeth  é mãe de Julius César, 11 anos, cadeirante, para ela “como ocorreu com a Lei Maria da Penha, que deu amparo e proteção às mulheres vítimas de maus tratos domésticos, é preciso que a sociedade dê apoio às mães Atípicas”, desabafa.

 Saiba mais ouvindo o podcast com Dani Monticelli entrevistada por Júnior Aires.

Dani Monticelli é entrevistada por Júnor Aries
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Uma resposta a “Morte trágica inspira grupo de mães de criança PcDs a buscar uma lei que as ampare”

  1. […] o Projeto de Inovação Pedagógica do curso de Jornalismo da UFT (Inovajor) para contarem suas histórias. A ideia de contribuir com a luta dessas mulheres levou a uma parceria com o curso de Enfermagem e […]

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