Matheus Amorim
No mundo da internet e das redes sociais é muito fácil fazer montagens com truques de computador distorcendo vozes, colocando falas que às vezes a pessoa na realidade nunca disse. Isso é o que chamamos de deep fake que usa de áudios, imagens e truques para muitas vezes enganar as pessoas, mas como tudo isso é novo, precisamos tomar cuidado para não sermos enganados, ou fazer julgamento errado de terceiros.
Para nos levar ao mundo das deep fakes convidamos Felipe Ventura Vargas, que é astrofísico, faz doutorado na Universidade do México (UNAM) e estuda um fenômeno chamado de “supernova”, que nada tem a ver com deep fakes, mas como lida diariamente com os algoritmos, entende exatamente o que são e como se processam.
Para Felipe a deep fake e a inteligência artificial são capazes de fazer montagens de imagens e vídeos em cima do original e podem enganar as pessoas. As imagens e áudios que a pessoa não disse, segundo Ventura, são feitas a partir da inteligência artificial, que são combinações de informações que se processam até chegar ao ponto ótimo da simulação.
“O processo se inicia pegando as principais características físicas e pessoais de uma pessoa”, explicou, “o programa vai processando todas as informações para que determinada imagem possa se assemelhar ao modelo desejado”, explicou.
Os deep fakes são originados de conteúdos irrealistas, podem ser palavras na boca da pessoa que ela nunca as pronunciou, e que se torna um problema tanto para políticos como para celebridades.
O mercado de deep fake está baseado tanto na ciência com base nos algoritmos e pode segundo o astrofísico ser um mercado promissor para indústria do entretenimento. Os conteúdos podem ser de memes e vídeos colocando pessoas públicas em situações divertidas e vexatórias. Também são utilizados no mercado financeiro e na indústria da tecnologia da informação (TI) .
Vamos ouvir a entrevista que o astrofísico nos concedeu:
Postado por Mateus Soares, estagiário Nujor
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