Por: Alexandre Achcar

A música folclórica é um dos bens mais importantes na complementação de uma cultura local. Por isso, alguns artistas tentam o máximo possível chegar a representação do lugar onde vivem. Seja por gírias, sotaques e trejeitos particulares; tudo vira um objeto para ser composição de uma obra que faça com que o ouvinte se sinta identificado com a música, uma identificação de proximidade.
É isto que faz o musicista Sabino Sá, com sua mistura de gêneros locais desde o baião até o forró pé de serra, tudo vira poesia, até mesmo com a pitada da velha literatura de cordel. O artista nos contou um pouco da sua história, o trajeto que enfrentou até ser reconhecido com sua música:
“Vim do Maranhão mas sou tocantinense de coração. Desde infância na minha terra natal já era um ouvinte curioso da música e sempre fui atento ao misto de ritmos musicais, porém, somente quando vim morar no Tocantins há 25 anos atrás é que me dediquei não só a composições, mas ao canto e aprendizagem de instrumentos. Me lancei como cantor de forró pé de serra, cominando na formação de um trio que terminou em 2017, quando decidi seguir carreira solo.”
Sabino afirma que já sabia onde iria chegar com a sua arte. O objetivo era se aproximar ainda mais daquele xote clássico, que anima as festas juninas e preserva as raízes do povo. O cantor justifica sua paixão pelo estado:
“Sempre trabalhei na intenção e certeza que a minha música sempre seguiria um caminho que agregaria o valor cultural do Tocantins. O gênero que canto revive e conta a história do povo tocantinense e seus costumes, transformando tudo isso em conhecimento e aprendizagem. No meu ponto de vista é um trabalho de suma importância pois em versos reescrevo a história não só trazendo reconhecimento ao nosso estado, mas divulgando para o nosso país.”
Sabino se apresenta em vários eventos de teatro, exposição de artes e principalmente de música. Tem um repertório eclético, sempre homenageando compositores do norte e nordeste. Um exemplo é a última gravação: Xote da Paixão, que foi composta pelo cantor Lucimar, um grande amigo do artista.






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