Manifestantes só pretendem sair quando houver uma resposta do governo do Estado

Por Geíne Medrado

Um grupo de 125 agentes socioeducativos e 162 agentes prisionais aprovados no concurso da Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), realizado no final de 2014, fazem protesto desde o dia 1° de maio, eles reivindicam a nomeação e posse para começar a atuar nas unidades prisionais e nos centros socioeducativos do Estado. Segundo os manifestantes a previsão para deixarem o local é até terem uma resposta do governo do Estado, com calendário de nomeação e posse. 

Há cerca de duas semanas, 40 pessoas desse grupo se revezam dia e noite, em acampamentos instalados na Praça dos Girassóis, em Palmas TO. “Muitos pais e muitas famílias aguardam desde 2014. Muitos estão desempregados, com contas para pagar. Nós estamos aptos, fizemos o nosso curso e estamos esperando ser chamados; é um direito que nos cabe”, declara, Damaris Weber, aprovada para o sistema socioeducativo.

Os aprovados no certame relatam ainda que estão sobrevivendo com a ajuda de doações de outros candidatos que já estão ocupando as vagas ou por pessoas que passam pelo acampamento. 

“Para não nomear, o governo está alegando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Entretanto, a cada dia que passa está contratando pessoas, sem nenhuma capacitação, para assumir nossas vagas. E a lei não permite que contratados exerçam as funções que é estritamente de servidor efetivo.” diz Josiel Vidal, aprovado para o sistema socioeducativo. 

De acordo com as comissões dos representantes, a maioria dos aprovados deixou emprego e outras atividades para se dedicar ao curso integral, que teve um mês de duração. O governo não pagou até hoje a bolsa-auxílio que deveria ser paga durante a realização do curso de capacitação, cujo valor era de 50 % do salário. 

“A bolsa que era pra ajudar nos gastos durante o curso de formação não foi paga. O pior é que está todo mundo desempregado, inclusive muitos de nós ao tentar retornar para o mercado de trabalho não conseguimos porque ao pesquisar no Google o nome dos aprovados o empregador ver que estamos aguardando a posse”, isso aconteceu comigo, diz Josiel Vidal.

Na última segunda-feira, (24) a polícia militar foi ao local e solicitou que os manifestantes tirassem parte das instalações do acampamento como o banheiro químico e a cozinha improvisada, devido a lei não permitir qualquer tipo de estrutura fixa dentro da praça sem autorização. O grupo entrou em contato com a Defensoria Pública e conseguiu autorização para a permanência das barracas, cadeiras e as faixas de protesto. 

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