Entre críticas e elogios, conheça pontos negativos e positivos sobre os dois locais
Por Eliane Cerqueira
Se você não conhece a história do Tocantins, há opções na capital, que te ajudarão a compreender um pouco mais sobre o estado e seu povo. São os dois museus situados em Palmas: Memorial Coluna Prestes e Museu Histórico do Tocantins, vulgo Palacinho normatizados pelo Instituto Brasileiro de Museus – Ibram.
O primeiro conta parte do fragmento da história da queda da Velha República, na passagem pelo Tocantins, e o segundo, a narrativa do início, criação e aspectos culturais do estado mais novo da federação.
Wolfgang Teske, jornalista e ex diretor de Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura do Tocantins – Secult, fala sobre a importância de se conhecer os locais. “É bom que se visite, porque o Brasil inteiro visita, pessoas de outras regiões, outros estados e até de outros países, mas nós não. Nós temos que preservar a cultura, mas acima de tudo, preservar a história, ou as várias versões desta história.
Museu Histórico

Foto: Eliane Cerqueira
Inaugurado em março de 2002, O Museu Histórico do Tocantins, está instalado no chamado Palacinho, a primeira edificação construída em Palmas, após a criação do Estado em 1989. O edifício serviu de sede ao primeiro governo do Tocantins até a construção do Palácio Araguaia, e é tombado na esfera estadual desde 1992. O museu abriga a mais importante coleção de objetos artísticos, históricos, arqueológicos e etnográficos do nosso Estado.
Teske ressalta dois pontos interessantes acerca do museu: a beleza e a questão ambiental. “Em primeiro lugar: é um local bonito e importante para ser visitado e tem que ser preservado, então, o espaço físico como tal e todo o seu entorno é muito interessante e bonito.”
No entanto, o jornalista faz algumas críticas em relação a narrativa contada ao público. “Há um enfoque ali muito forte para representar um criador do estado e isso é um equívoco, né! O local é importante, deve ser preservado, mas a história tem que ser contada duma forma diferenciada, porque o Tocantins não tem um criador, o Tocantins é um processo histórico com muitas personagens, com muitas pessoas, com muitas lutas e com muitas organizações. E me parece que esse é um local que pode ser aproveitado para isso, e não é.”
Com um acervo vasto e diversificado, conta com objetos de valor histórico, artístico, arqueológico e etnográfico. A coleção arqueológica é composta por artefatos líticos e cerâmicos produzidos pelos grupos coletores e caçadores que habitavam o território do Tocantins entre 12 mil e 800 anos atrás. Já a coleção etnográfica abriga artefatos relacionados aos grupos indígenas que ainda vivem no estado.
A coleção histórica engloba diversos objetos relacionados à trajetória do território que hoje compõe o Tocantins, desde séculos antes de sua criação. Por fim, o museu conserva um acervo relacionado à cultura popular do estado, com objetos referentes a manifestações como as cavalhadas, a congada, a romaria do Bonfim e a festa do Divino.
Além do Palacinho, o visitante poderá conhecer ainda a primeira igreja da capital e a “Biblioteca do Autor Tocantinense” que conta com um vasto acervo. A direção do local informou que há guia turístico no local.
Memorial Coluna Prestes

O Memorial Coluna Prestes é uma opção para amantes da história e também da arquitetura. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foi construído para homenagear o movimento tenentista de 1922 e a marcha realizada pela Coluna Prestes, que passou pela cidade de Porto Nacional, ainda Norte de Goiás, entre os anos 20 e 30.
O acervo é composto por fotografias, documentos e objetos pessoais doados pela família de Prestes que rememoram a Marcha de 25 mil quilômetros feita pelo interior brasileiro.
“A coluna Prestes foi construída com um propósito político, específico, e carece de informação. Além de ter informação dúbia que tem que ser questionada. É um espaço também muito bonito na praça dos Girassóis”, admite. “Me parece um local empobrecido, apesar de ser importante”, critica Wolfgang.
Na entrada do prédio está a escultura em bronze “Cavaleiro da Luz”, que representa Luiz Carlos Prestes. O auditório do Memorial também é cenário para diversas manifestações culturais. No Brasil existem apenas dois memoriais em homenagem exclusiva à Coluna Prestes, sendo um no Tocantins e outro em Santo Angelo, Rio Grande do Sul.
As tardes o memorial conta com a presença de um historiador para guiar o visitante por um tour pela história de 1922.







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