Por Jesica Maldonado

Das entrevistadas,  21% relataram que passaram por problemas ao menos uma vez desde que começaram a usar o aplicativo, como assédio sexual (Divulgação)

23 mulheres que fazem uso do aplicativo Uber em Palmas foram entrevistadas para alerta sobre possíveis problemas na capital, a plataforma tem cerca de 500 motoristas cadastrados em Palmas. Os motoristas disponibilizam desde março de 2017 seu carro e seu tempo para levar passageiros de um lado para o outro por cerca da metade do preço de um táxi. No carnaval a mulher deve tomar cuidado com esse tipo de aplicativo, qualquer situação de violência deve ser feito o boletim de ocorrência.

Das entrevistadas,  21% relataram que passaram por problemas ao menos uma vez desde que começaram a usar o aplicativo, como assédio sexual, veículo diferente e dificuldades de pagamento.

A usuária Mariana Emilene afirma que sofreu assédio por parte de um motorista do aplicativo. “Após solicitar o serviço eu entrei no Uber e ele me chamou de ‘princesa’ e perguntou se eu tinha namorado. Durante o percurso ele pegou uma rota mais longa, que eu nunca tinha passado. Ficou perguntando se eu ia a um show, insistindo que compraria o ingresso para eu ir junto com ele. Na porta da minha casa ele travou as portas do o carro pra eu não descer e continuou insistindo. Foi quando eu ameacei a ligar para polícia e ele destravou as portas. Aparentemente ele não é mais motorista do Uber.’’

Segundo a Uber quando o cliente pede o veículo é informado o nome do motorista, número da placa e modelo do carro para a segurança do passageiro. A empresa orienta que em caso de dúvida ou divergência entre o que consta no aplicativo e o veículo ou o motorista o usuário não deve embarcar no veículo.

Outra usuária, Marcela Ferro, conta que usa o aplicativo frequentemente e relata um pequeno problema em relação ao veículo informado. ‘’Eu pedi um carro e o aplicativo mostrou que vinha um Renault Logan. Então chegou um outro motorista em um Chevrolet Corsa e disse ‘vamos Marcela’’. Fiquei sem entender, pois meu aplicativo dizia que o veículo original estava a 5 minutos de distância. Eu disse que não era eu e sai desconfiada. No final o Logan chegou e eu fui nele, mas quando a viagem encerrou o aplicativo pediu pra eu avaliar o motorista que havia chegado primeiro com o Corsa dizendo ser meu Uber. Não entendi nada. ’’

Juliana Batista, também usuária do aplicativo, aponta a necessidade que o serviço funcione no horário noturno, pois a mesma tem dificuldade em achar um veículo disponível neste horário. “Tenho andado bastante e achado muito bom. O problema pra mim é a pouca disponibilidade principalmente em horários noturnos. Preciso voltar do trabalho após meia noite e não tem motorista disponível. O preço também é salgado se estiver chovendo ou se for tarde da noite”, reclama.

Em resposta a assessoria da empresa “Uber” informou que repudia qualquer tipo de violência contra mulheres. O comportamento não é tolerado, e se confirmado, leva ao imediato desligamento do motorista da plataforma. Você pode saber mais sobre o Guia de Conduta para motoristas parceiros e usuários da Uber no Link.

A Delegacia da Mulher de Taquaralto e do Plano Diretor informaram que não havia, até aquele momento, nenhuma denúncia de assédio ou violência contra as mulheres, envolvendo serviços de transporte particular em Palmas. A orientação das delegacias é que as vítimas registrem boletins de ocorrência para que possam ser adotadas medidas para punir os responsáveis e prevenir novos casos.

Delegacia da Mulher

Centro: 3218-6831, Taquaralto: 3218-2404.

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Um Projeto de Pesquisa e Extensão idealizado para as atIvidades práticas de reportagem, produzido com a participação dos acadêmicos do curso de jornalismo da UFT.

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